Tantas e tantas vezes repetimos mecanicamente esta frase, muitas vezes solta no ar, sem sentido próprio, que não nos damos conta de tudo que ela encerra.

Se refletirmos, além de cumprimento a quem nós encontramos no início do nosso dia, esta frase traz votos. Algo como: conheço você e desejo que seu dia seja especial.

Assim procedendo, enviamos para o Universo e para o de quem cruzamos às manhãs uma gama de boas vibrações, boas energias que partem do nosso ato consciente para os ouvidos da outra pessoa.

Afinal, as manhãs são especialmente abençoadas. Elas nos dão a impressão de que a natureza : “ repousou “ a noite para mostrar-se renovada e deslumbrante aos nossos olhos.

Aliás, nossos olhos também, repousados, captam com mais vigor os raios das manhãs e todas as suas cores e as transmitem para um cérebro também descansado, revigorado, pronto para novas experiências. Boas ou más, o que importa? Afinal estamos aqui, vivos graças a Deus para passarmos por todas elas, indistintamente. Problemas? Virão, sim, com toda a certeza. Não podemos nos esquecer que em sua grande maioria eles são decorrentes das nossas escolhas. Como diz sabiamente Augusto Cury :“ Os nossos problemas não estão nos obstáculos do caminho, mas na escolha da direção errada”.

Pois é. Às vezes temos que ser sábios como a água e não confrontarmos as pedras e sim contorná-las, com a simplicidade das pequenas coisas da natureza. Saber enxergar nas pessoas o que elas tem de melhor, evitar as críticas, ser indulgentes com os defeitos de cada um. Aquilo que plantarmos no coração de alguém colheremos, obrigatoriamente.

Precisamos dimensionar verdadeiramente os problemas. Muitas vezes perdemos noites de sono reparador, horas de humor irritadiço, semanas depressivas com um problema que, se analisado de maneira correta, nem é tão grande assim! O tempo não para. E nosso tempo aqui na Terra deve ser aproveitado com coisas importantes ( importante e urgente não são sinônimos ).

Devemos aprender com nossos erros. Devemos escutar o nosso coração e aprender a ver com os seus olhos. O coração nos mostra caminhos belíssimos que os nossos olhos jamais vão enxergar. A felicidade existe e nosso coração sabe disso. É importante ouvirmos suas histórias para que não sejamos infelizes, para que não adoeçamos dos males destes nossos tempos: stress, ansiedade e depressão em todas as suas formas, em todos os seus matizes.

Portanto, tiremos lições das manhãs e do “ bom dia” que desejamos às pessoas. Que venha do fundo de nossa alma e carregue esta mensagem especial com carinho e sinceridade. Vamos celebrar a felicidade de cada novo dia e compartilhá-la diariamente com nossos semelhantes.

Dra. Maria Tereza Carneiro Pires

Médica Do Trabalho

CRM 44737

Já repararam que vivemos em fuga? Estamos sempre correndo. E nestes nossos dias loucos, cheios de urgências e vazios de coisas importantes ainda temos que prever ( e correr ) de mazelas comuns  aos passageiros desta  loucura da humanidade chamada  “século XXI”. Trabalhamos muito e pensamos  pouco. Estudamos muitas  horas e nossos resultados estão cada vez menores … Vivemos dias  nos quais colocamos a nossa felicidade cada vez mais longe. Hoje não agradecemos mais pelos nossos pés saudáveis. Cobramo-nos muito por não poder comprar um carro novo. Nossos esforços são cada vez maiores para solucionar problemas que nós mesmos criamos e alimentamos.

Vale deixar claro: nada há de errado  em querer progredir, em querer desfrutar das boas coisas que o mundo nos proporciona. Isto é muito bom. O problema está em eleger as nossas prioridades. Como diziam nossos avós:” não dar o passo  maior que a perna”.

Não cair nas tantas armadilhas do consumo que nos oferecem todos os dias e por todas as vias. Não esquecer daquilo de bom que a vida nos oferece gratuitamente, a todos os habitantes do planeta, independente de sua formação acadêmica, seu poder aquisitivo, idade, etnia, orientação religiosa  ou sexual: a própria vida. Esta, repleta de manhãs exuberantes, noites estreladas, flores e frutas com perfumes maravilhosos, o amor das pessoas que nos amam, livros repletos de idéias para preencherem nosso conhecimento, a água, o ar, o alimento preparado por mãos carinhosas de quem nos quer bem ( podem ser as nossas próprias mãos ), enfim: existem fortunas que nos cercam e, na maior parte de nossos dias, simplesmente desprezamos.

Sim, nem todas as manhãs são de sol. Mas não chove em todas elas. Todos nós temos momentos bons e ruins. Talvez a diferença esteja em como nos sentimos nos dias de chuva.

Se entendermos que são péssimos e neles é melhor nem acordar, temos aí travada uma briga interior com  a natureza. A chuva existe simplesmente, independente de nossos sentimentos em relação a ela. Portanto se a enxergarmos como prenúncio de um belo arco-íris no céu para alegrar nossos olhos aí, sim, estaremos realmente fugindo da depressão.

Os dias ruins existem para trazer  aprendizado e amadurecimento. E, “ de quebra”, para dar mais  brilho aos dias mágicos dos quais todos nós desfrutamos em nossas vidas.

Vamos colocar a nossa felicidade bem pertinho. Não que com isso devamos esquecer de progredir. Mas, creia: é muito melhor ir para frente com um largo sorriso no rosto.

 

Um grande abraço

 

Dra. Maria Tereza Carneiro Pires

Médica Do Trabalho

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Será que já nos demos conta de que passamos 70% nosso tempo acordados trabalhando? Ou seja, dois terços da grande maioria de nossos dias são passados a serviço de empresas ou clientes, em um ambiente de trabalho com tudo o que ele reúne de bom ou ruim, com colegas que também passam a maior parte de suas vidas trabalhando…

Não seria uma atitude racional fazer dessas horas trabalhadas fonte de satisfação? Será que isto não teria um importante reflexo em nossa saúde e na qualidade de nossas vidas?

Infelizmente esta é, ainda, uma meta a ser atingida. Os nossos empresários e gestores ainda não se deram conta plenamente da importância do tema, que hoje é diferencial no que tange à qualidade de vida. Ou seja: não se pode falar em qualidade de vida plena se não houver satisfação no trabalho. E a qualidade de vida está diretamente ligada à saúde.

A propósito: o que é saúde? Segundo a Organização Mundial de Saúde é: “ o pleno bem estar físico, psíquico e social, não apenas a ausência de doenças”. Portanto, para sermos saudáveis devemos ter em equilíbrio as três esferas: física, psíquica e social. Talvez a palavra-chave seja exatamente o equilíbrio.

A integração do homem no seu meio ambiente de forma harmônica, numa combinação de trabalho e satisfação profissional, descanso, lazer, alimentação adequada, horas de sono satisfatórias em doses variáveis para cada pessoa, pois as necessidades de cada um são diferentes. Temos apenas que conhecer as nossas e reconhecer nossa limitações físicas e mentais.

Portanto, podemos apenas dizer que temos uma população saudável plenamente na empresa

quando resolvermos problemas básicos como:

pressão excessiva no trabalho por parte das chefias

ambiente de trabalho aprazível

companheirismo

não estímulo à competição desnecessária e desgastante

não ao“disse que disse” de corredores

Todo estímulo e toda crítica são positivos, desde que com a clara intenção de construir. O trabalhador tem que sentir-se estimulado a melhorar e não sentindo que tem que produzir o dobro “ porque tem medo de perder o emprego”. Salvo raras exceções, todo o trabalhador estimulado e com sua auto-estima em dia produz bem. Neste sentido o diálogo franco para esclarecer situações é uma ferramenta poderosa para melhorar o ambiente de trabalho.

O tema é bastante extenso e oportunamente voltaremos a abordá-lo

Dra. Maria Tereza Carneiro Pires

Médica Do Trabalho

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Todos nós, já na segunda década do terceiro milênio, vivendo intensamente as transformações rápidas e intensas dos nossos tempos, tempos apocalípticos cheios de catástrofes naturais, mudanças de costumes e conceitos, exigências ( qualificação, adaptação, aceitação… ) estamos um pouco sem rumo. Há um redemoinho de fatos e requerimentos dioturnamente povoando nossas mentes que já não descansam tão tranqüilas como em outras épocas. Já não refletem com precisão nos fatos e conceitos, que, muitas vezes temos que digerir e ponto final.

Neste cenário fica muito fácil deixar-se levar e acabar por esquecer as coisas realmente importantes. Crescemos em responsabilidades, em maturidade, mas será que avançamos na sabedoria?

Pois bem, vamos analisar: hoje somos sete bilhões de seres humanos acotovelando-se no planeta, correndo atrás do sucesso, e da felicidade sem questionarmos  o que realmente significam. Corremos atrás de ilusões que os meios de comunicação assim denominam. Não paramos para nos perguntar se sucesso e felicidade são o carro novo e a casa decorada ou se para nós e nossa família eles têm outro significado.

Vamos aqui abrir um parêntese:  será que a sabedoria é algo que nunca tivemos ou que se perdeu com os anos? Será que  não tínhamos quando crianças, na simplicidade de nosso mundo infantil, muito dessa sabedoria?

Então, vamos lá! Quando pedimos a uma criança que desenhe uma casa ela sempre terá o telhado vermelho, com janelinhas, flores no jardim, um riozinho passando ao lado com peixinhos, um grande sol com seu sorriso aberto…Será que não há sabedoria nessa forma saudável e positiva de  enxergar o mundo? Mesmo que saibamos ser  difícil,que assim nos pareça todos os dias?

Crianças não têm preconceitos, não têm intolerância. Na hora de brincar chamam seus pares, independente de religião, cor da pele, situação social ou coisa parecida. Crianças mantém o foco de suas brincadeiras. Se caem e se machucam, choram um pouquinho, mas voltam a correr assim que a dor passa. Não ficam lamentando-se porque caíram e se machucaram.

Vale então como convite: para nossa saúde, tranqüilidade e foco na busca da nossa  felicidade,que tal, no nosso dia a dia, vermos o mundo um pouco com as lentes das crianças?

 

 

Dra. Maria Tereza Carneiro Pires

Médica Do Trabalho

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Vamos imaginar o ambiente de trabalho perfeito: como ele deve ser?

Devemos nos fazer esta pergunta sempre, todas as manhãs em que acordamos para trabalhar. E, aliada a esta, devemos nos perguntar também:- O que EU estou fazendo para  melhorar o meu ambiente de trabalho?

Pois bem, vamos refletir: todos os dias, vindas de pontos diferentes, de famílias e culturas diferentes, com valores diferentes, problemas diferentes reúnem-se pessoas para trabalharem juntas por horas a fio. Nem sempre há afinidade entre elas. Nem sempre pensam de maneira semelhante, o que é muito bom, pois assim elas podem crescer juntas e fazer o todo crescer, também. Nem sempre gostam das mesmas coisas, o que dá às outras pessoas a oportunidade de conhecer, avaliar e até de gostar do diferente. Mas sabemos de antemão que não vamos gostar de nada que nos for imposto, ou seja, não apreciaremos nada que formos obrigados a apreciar.

E aí residem as fontes de conflito. Pessoas diferentes ( às vezes extremamente diferentes ) tendo que conviver e se tolerar, respeitar e trabalhar juntas.

É claro que as relações humanas são bem mais complexas do que isto, mas algumas regrinhas básicas de convivência podem funcionar:

- Lembre-se que o ambiente de trabalho ideal é aquele em que TODOS sentem-se bem. Alguém incomodado com algo ou alguma situação, em maior ou menor grau vai gerar mal estar nas outras pessoas.

- Ar condicionado é para ser usado na temperatura que, pelo menos não desagrade a ninguém, a menos que haja algum equipamento que dependa dele em determinada temperatura para  funcionar. Imagine-se o dia todo trabalhando sob um frio glacial ou na temperatura do Saara com sol a pino.

- O ruído deve ser controlado. Todo e qualquer ruído desnecessário deve ser evitado. Imagine-se em uma linha de produção ruidosa em que o colega de trabalho tem o costume de  passar pelos corredores batendo com uma chave de fenda nas partes metálicas das máquinas!

- Não imponha seu gosto musical. Desconcentra e irrita quem não compartilha de seus favoritismos.

- Evite críticas e comentários maldosos. Quem ouve se imagina alvo de seus comentários também. Você acaba por perder a credibilidade com os colegas.

- Mau humor, fora! Há dias em que não estamos com vontade sequer de falar, que dirá de sorrir. É só ser gentil com as pessoas mesmo assim. Elas vão notar que você não está nos seus melhores dias sem precisar de desgastes.

- E, muito importante: procure manter-se otimista e tranqüilo. Pessoas assim fazem bem aos que estão à sua volta.

 

 

Dra. Maria Tereza Carneiro Pires

Médica Do Trabalho

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Todos, nos dias de hoje, falam e preocupam-se muito com as posturas no trabalho e o quanto elas podem prejudicar a nossa saúde. Casos e casos suspeitos de LER ( lesões por esforços repetitivos ), má postura no trabalho e dores musculares entopem os nossos  tribunais trabalhistas à espera de perícias técnicas que lhes dêem nexo causal ( concluam que foram adquiridos em função deste ou daquele trabalho desempenhado para a empresa tal…), gerando custos, perda de tempo e dinheiro por parte de todos.

Vem ao nosso auxílio a ergonomia.

Pode-se definir ergonomia como  a adaptação do trabalho ao homem. Estuda uma diversidade de fatores relacionados com o homem, a máquina, o ambiente, a informação, a organização, e as conseqüências do trabalho na saúde do trabalhador.

Neste ponto cabe uma pergunta:como lidar para estudar esta adaptação em um campo do conhecimento ainda tão tímido, que é o estudo do ser humano?

Esta máquina maravilhosa e desconhecida que é o corpo humano ainda é, em muitos aspectos, um mistério para a ciência. Entram aqui em jogo fatores tão diversos como a genética, meio ambiente, nutrição, formação individual, aspectos culturais,  escolaridade, anseios, esperanças, desilusões, atitude, gostos, simpatias, alegrias, tristezas… Cada um deles pode modificar sobremaneira o resultado final. Cada um deles pode causar dores, facilitar ou dificultar o aparecimento de lesões, propiciar ou não tensões musculares em diferentes partes do corpo.

Pois é. Somos muito complexos e ainda desconhecidos. A margem de erro é, nestes casos, muito grande para que se possa afirmar muitas coisas. Mas, mesmo assim, algumas lições claras podemos tirar:

- A nossa musculatura vai sempre reclamar quando forçada. Carregar peso em excesso sem pedir ajuda aos companheiros de trabalho não é uma  boa conduta.

- descanse em intervalos regulares. Após 50 minutos contínuos de trabalho no computador, levante-se e vá fazer outra coisa ( por exemplo, arquivar )

- alongue sua musculatura antes da jornada de trabalho. Você vai ver o quanto seu final de expediente vai ser menos cansado.

- atitude é sempre fundamental! Saiba relaxar. Saiba manter o bom humor e a atitude positiva frente aos problemas do dia a dia. O stress só vai levar a mais stress e piorar tudo.

 

DRA MARIA TEREZA CARNEIRO PIRES

MÉDICA DO TRABALHO

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Esta síndrome, ainda desconhecida do grande público, tem sido a vilã de muitas relações no trabalho. Tem sido responsável por inúmeras demissões e pelo baixo desempenho de profissionais altamente qualificados e capazes.

Hoje é uma doença de cunho ocupacional, devidamente codificada e é definida por alguns autores como uma das conseqüências mais marcantes do estresse profissional, caracterizando-se por fadiga emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e insensibilidade.

O termo burnout deriva da contração de duas palavras, em inglês: burn= queima e out=fora, ou seja, há um desgaste físico e mental do portador da síndrome, que passa a apresentar um comportamento incompatível, agressivo e irritado.

Num mercado de trabalho onde a idéia de que bom profissional é aquele que

‘veste a camisa’ da organização e que isso significa’ ter hora pra chegar,

mas não ter hora pra sair’, onde o acúmulo de funções e o número de

cobranças por resultados é crescente, o corpo tenta se adaptar a essa

demanda maior de trabalho e preocupações.

Mas como isso não é uma situação isolada (não temos essa situação

num determinado mês do ano), mas é uma situação prolongada,

encontramos os casos cada vez mais frequentes de falência do

organismo físico e psíquico por não conseguir dar conta do excesso

de trabalho. Isso agrava mais ainda a autoestima do profissional

, pois ele enxerga como se fosse incompetência sua e não trabalho

excessivo e desproporcional.

É importante conhecermos para podermos oferecer ajuda a possíveis portadores, pois estes normalmente não são capazes de perceber que têm problemas e de procurar ajuda sozinhos.

Como posso pensar que se é portador de burnout?

Normalmente as pessoas que

- dedicam-se excessivamente ao trabalho, buscando uma desmedida afirmação profissional,

- começam a apresentar descaso com suas necessidades como comer, dormir e lazer

- começam a isolar-se

- passam a não dar mais a importância devida à família e amigos

- começam a ter um comportamento agressivo e irritadiço, aparentemente desmotivado

- passam a apresentar sinais de uma séria depressão

Como posso ajudar?

Essas pessoas necessitam de ajuda médica e psicológica imediata. A doença evolui e, algumas vezes, para sérias depressões com risco de suicídio.

Outras vezes nota-se uma superação do quadro e boa evolução. Nas duas situações o portador deve receber ajuda profissional, no mínimo para resolver conflitos internos que podem ter facilitado o aparecimento da síndrome.

 

Dra. Maria Tereza Carneiro Pires

Médica Do Trabalho

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